terça-feira, 3 de maio de 2011

Dia nacional de combate á asma



Hoje dia 03 de maio, é o dia mundial de Combate à Asma. A data foi criada em 1999, pelas autoridades de saúde e médicos, com o objetivo de chamar a atenção da população sobre como prevenir a doença.
A asma – doença crônica que atinge, no Brasil, 16 milhões de pessoas (cerca de 10% da população brasileira) – chama cada vez mais a atenção das autoridades do país, devido ao índice de mortalidade crescente a cada ano e à patologia ser a quinta maior causa de internações hospitalares, depois do parto natural, pneumonia, cesariana e insuficiência cardíaca. A asma é uma doença muito freqüente, pode causar sofrimento e até ser fatal. A população precisa ter consciência das manifestações que esta traz, para que o diagnóstico seja rápido e o acompanhamento psicológico seja imediatamente solicitado, melhorando a qualidade de vida do paciente.
Pode-se definir a asma como uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, sendo este o principal mecanismo que torna os brônquios mais sensíveis aos diversos fatores desencadeantes das crises. A doença – de caráter hereditário (asma alérgica) – não pode ser curada, mas pode ser perfeitamente controlada quando o tratamento é adequado, podendo o paciente ter vida normal, inclusive praticar esportes competitivos. "As crises de asma podem ser desencadeadas por diversos fatores como infecções virais (asma não-alérgica), poeira domiciliar, mofo, cheiros fortes, umidade, emoções e mudanças de temperatura. A asma é caracterizada clinicamente por crises de falta de ar, chiado, tosse intensa e sensação de aperto no peito", disse a pneumologista do HGB, Dra. Adriana Mesquita.
O tratamento da doença é feito basicamente com o uso contínuo de remédios antiinflamatórios, sendo os corticóides inalatórios os mais eficazes. O tratamento das crises de asma exige o uso imediato de broncodilatadores por inalação, principalmente sob a forma de "bombinhas" (dispositivo para levar a medicação para o pulmão), e também por nebulização. Com o uso regular destes medicamentos, consegue-se o controle da doença e os pacientes podem ter vida normal. Além disso, é fundamental que o médico explique detalhadamente a doença e como deve ser feito o seu tratamento, e o paciente deve usar corretamente os remédios e fazer as revisões médicas. "Taquicardia, tremor e excitação são alguns efeitos colaterais vistos nos pacientes que fazem o uso da medicação. Entretanto, é necessário um acompanhamento psicológico para que os pacientes não entrem em crise e nem se tornem dependentes dos medicamentos", ressaltou a pneumologista Dra. Adriana Mesquita.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), os números da asma são:
· Na década de 90, a mortalidade por asma aumentou em cerca de 40%.
· A asma afeta 10% da população brasileira ou, aproximadamente, 16 milhões de pessoas.
· Causa cerca de 2,2 mil óbitos por ano no país, 70% durante a hospitalização.
· É responsável pelo terceiro maior gasto do SUS com hospitalizações: R$ 230.8 milhões.
· É a quinta maior causa de internações hospitalares.
· O Nordeste é a região do país que concentra o maior número de internações de asmáticos por ano (136.902); em seguida, o Sudeste (103.950).
No Brasil, a doença é responsável por quase 400 mil internações hospitalares, anualmente. Os doentes que não fazem tratamento corretamente sofrem com as repetidas crises, tendo dificuldades de manter sua vida normal.

Novidades no tratamento da asma:
· Associações de medicamentos: já existem diversos produtos que associam na mesma embalagem remédios antiinflamatórios e broncodilatadores de efeito prolongado. Desta forma, consegue-se alívio dos sintomas e prevenção, simultaneamente.
· Vacina (anti-IgE): medicamento que bloqueia a atividade de imunoglobulina E (IgE), impedindo que se desencadeie o mecanismo alérgico da asma.
· Programas de Controle da Asma - a asma hoje deve ser assistida pelo uso de protocolos (esquemas padronizados), isto é, seguindo-se recomendações validadas e padronizadas que facilitam aos profissionais o acesso às informações e garantem aos pacientes o uso de tratamentos eficazes e seguros.


1 comentário:

Poly Rocha disse...

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